domingo, 15 de julho de 2012

Uma Gaivota Chamada Amizade

Por ali voava uma linda e branca gaivota, com aquele seu ar tão puro e belo...transpirava amor e paz, e tranquilizava qualquer um à sua passagem, seu nome era Amizade...era a amizade no estado mais puro e são. Um dia, essa tal gaivota decidiu por bem parar à minha porta, quando a olhei estava de um tamanho tão pequenino e entrou pela minha orelha e quando dei conta já estava bem aconchegada no meu coração, gravou um nome, apenas um, o nome que desde aí passou a fazer parte da minha vida, do meu ser...nome tão belo e simples com sete letras perfeitas. O ser que possuia esse nome fez-me a pessoa mais feliz do mundo, e nunca lhe puderei agradecer pelo que fez...aos belos laços que críamos decidimos dar o nome de ''Amizade'', o nome daquele bicho tão lindo, que a ambos fez feliz. Parecia o espelho da gaivota, era pura, única, especial, feliz, saudável...e podemos dizer que era ''transparente por dentro'' pois aquilo era autêntico. Aquela coisa ingénua que nem hoje sei definir a 100%. Mas tal como tudo, teve um fim, bem não digamos que foi o fim, mas uma pausa, pausa esta que ainda dura. A tal gaivota que havia dentro de mim, dentro do meu coração, que a meu ver também devia estar nele, começou a tornar-se negra e má, era bruta e indefinida, era inconstante.
Mas nesse dia deixei tudo, sofri, gritei...mas finalmente consegui tirar aquela gaivota de mim, aquela ''amizade'', aquele monstro que me consomia...saiu-me pelas lágrimas. Guardei-a nas mãos, mesmo no meio delas e cheguei à rua e libertei-a, e lá foi ela, à medida que as suas asas batiam, tão suavemente, a Amizade ia ficando cada vez mais branca e pura, mais dócil e calma. E então digo-te gaivota: Voa livre por aí, pode ser que voltes, pode ser pelo mesmo nome ou não, mas prometo que te tratarei melhor, que te protegerei, entretanto, espero que faças mais alguém feliz, que ensines essas pessoas a serem ''transparentes por dentro''.
E parece ser o fim, ou talvez se aviste um novo começo, aquele pequenino ser, branco que transpirava ingenuidade, que aparentemente era perfeita tornou-se em algo completamente esquisito e mau. Agora o que resta de ti em mim, no meu coração, são algumas penas, leves e simples penas que cobrem aquele nome...aquele nome que tocou e marcou.



quarta-feira, 9 de maio de 2012

Simplicidades


Estava frio e escuro. E ela deambulava por ali, andava de uma forma tão delicada, como se nem tocasse com os pés no chão. Rodopiava por ali, por entre as gotas de chuva. Ri-a por tudo e por nada. Nada nem ninguém andava pela cidade, pelo menos que ela visse. Era só ela e as estrelas, no meio daquele silêncio.
Como ela andava feliz. Cada passo, cada gesto, cada gargalhada demonstravam simplicidade e harmonia. Era como se ela fosse um passarinho que esvoaçava livre por ali. A chuva molhava-lhe o cabelo e o seu belo vestido vermelho, mas ela não parecia importar-se. Ela realmente não se importava com as coisas com que todas as meninas da idade se preocupavam, não queria saber de maquilhagens, nem de roupas, nem de futilidades.Era especial e diferente. Ela apreciava as coisas pequenas da vida, como cada gota de chuva, cada respirar, cada toque, cada palavras, cada som. Ela apreciava as coisas simples. Era humilde. 

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Brisa



Saudades? Ui, tantas… De quê? Bem, de um pouco de tudo, tenho saudades daquela brisa que me batia no rosto, talvez não sejam saudades da brisa, mas sim da maneira suave como ela embatia no meu rosto, ou então também não são saudades disso mas sim dos tempos que estava a viver.
Aqueles tempos de liberdade, de felicidade e de múltiplos sorrisos, muitos sem qualquer motivo. Saudades daquele tempo…será ele um tempo longínquo? Talvez não, parece que foi ontem, mas também não sei precisar, foi algo tão anestesiante. Foi algo tão mágico.
Saudades de quê, novamente? Talvez do cheiro ou das pessoas, ou talvez do cheiro das pessoas. Do barulho matinal. Talvez dos dias solarengos ou das gargalhadas, ou talvez do brilho do sorriso. Saudades de um pouco de tudo, disto e daquilo. De coisas sem importância alguma, tal como daquelas pequenas rosas vermelhas. De coisas marcantes como foram aqueles passeios, aqueles piqueniques e aquelas corridas pelo campo. De enxergar aquele aglomerado de gente no mercado, da mistura de cheiros da fruta fresca.
Sinto falta de uma certeza. Sinto falta de espontaneidade.
Sinto falta de tudo. Que saudosista que eu sou. 
MJ


quarta-feira, 7 de março de 2012

Ferida .


Veio abrir mais uma ferida, mais uma daquelas que julgava sarada e até capaz de lhe mexer ou de a enfrentar.
Veio como se não fosse nada, veio apenas para estragar o momento, tal como aquele vento frio nos dias quentes de Verão.
Foi uma felicidade a curto prazo, aquilo que vivi com aquele indivíduo. E será para sempre uma mágoa a longo prazo, mesmo que adormecida. Tal e qual como uma pedra no sapato.
Por isso vou acabar com a conversa porque realmente não preciso de pessoas assim, de pessoas que nunca vieram e que nunca virão com boas razões.


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Novidades :)

Estou aqui apenas para vos transmitir que criei um tumblr! Criei o tumblr com o objectivo de manter os meus leitores mais actualizados, porque com a escola e assim, nem sempre sobra tempo para actualizar o blog. Também é para vos anunciar que tenho outro blog, já não é tão recente como o tumblr mas só agora é que me lembrei-me de vos contar. E é só isto. Visitem os links em baixo e não se esqueçam de serem felizes.
Beijinho,
MariaJoão.

Tumblr: http://youjustneedtobeyou.tumblr.com/
O outro blog: http://ahistoriadeumaamizadepura.blogspot.com/
Página do blog no facebook: https://www.facebook.com/pages/O-meu-mundo-e-muito-mais/110659192345973


sábado, 4 de fevereiro de 2012

Despedida antecipada .


Se algum dia tiveres de partir, e eu sei que isso acabará por acontecer, não me perguntes porquê, é um pressentimento, leva-me. Mesmo que não me leves em presença, leva-me na tua memória, no teu coração. Tal como arrumas as tuas roupas, o teu maravilhoso perfume e todas essas tralhas, que te deixam ainda mais bonito, arruma todas as nossas boas memórias e todos os bons momentos no teu coração, na tua alma, onde quer que seja (as coisas más não precisas de levar, afinal só o bom é que se deve recordar). Mas leva-me contigo, não deixes o nosso ‘nós’ cair no esquecimento. Não me apagues da tua vida. A distância não impede o sentimento. Leva-me e tal como eu relembra-nos, à noite irei procurar-te por entre todas as memórias, pegar num lenço para impedir as lágrimas de caírem e irei mandar-te um sms a dizer ‘boa noite, amo-te muito meu anjo’. E assim será, até ao dia em que voltares a entrar pela porta. No dia em que te irei abraçar e voltar a entregar-me a ti, como sempre foi, porque é nos teus braços que me sinto segura e feliz, e isso são motivos mais que suficientes para esperar por ti.
♥


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Feliz Ano Novo ;))


O tempo passa, as coisas mudam e as memórias ficam. Está quase a chegar 2012. Novos momentos, novas aventuras, novas pessoas, novas experiências, novas ideias, novos sonhos, novos objectivos. E lá vai ele, 2011 está a ficar para trás, tudo o que vivemos neste ano ficou marcado, devemos levar apenas o bom no nosso coração e levar dos momentos maus apenas as aprendizagens que deles tirámos. O tempo não volta atrás e devemos aprender a viver com todos os nossos erros. É tempo de mudança, de erguer a cabeça e estabelecer um novo começo. É importante manter os amigos verdadeiros e não esquecer quem nos fez bem no passado, mas também é essencial saber escolher quem deverá ficar para trás... Há escolhas para fazer, objectivos para alcançar, sonhos para concretizar, por isso vamos lá. Vamos começar 2012 com um sorriso.
Desejo a todos um próspero ano novo! 
Beijinho, 
Maria João :)