segunda-feira, 16 de julho de 2012

Olá,


Sou a Maria, uma simples rapariga. Sou super dramática e quase nunca vejo o lado positivo das coisas. Sou amante de reggae e vejo a música como um refúgio. Sou uma pessoa que se apega muito facilmente às pessoas. Prefiro estar no meu canto sozinha do que estar no meio de uma multidão. Adoro rir. Amo os meus amigos. Iludo-me facilmente. Não me acho bonita. Sou teimosa. Acredito no destino e no timming perfeito. Dou conselhos mas nunca os sigo. Não gosto de pessoas falsas e que querem ser o centro de atenções. Não gosto de ser o centro das atenções. Amo escrever. Já tive várias desilusões e muitos amores não correspondidos. Gosto de pessoas sinceras, verdadeiras e autênticas. Não gosto que me imitem. Quando gosto, gosto a sério. Amo chocolate e gomas. Sou ingénua e sonhadora. Não gosto de confusões. O meu ídolo é o Kurt Cobain e o Bob Marley. Sou persistente. Sou apegada ao passado. Tenho muitos fantasmas. Adoro punk rock. Mentiras, não obrigada. Não trabalho bem com pressão. Sou resmungona e tenho sempre a resposta na ponta da língua. Por vezes sou tímida. Gostava que dar fosse igual a receber. Não gosto de chorar em frente aos outros. Não gosto de pessoas convencidas. Sou díficil de entender. Não me julguem, sem me conhecer. Gostava que me dessem um pouco mais de valor. Injustiças? Odeio. Sinto falta do meu avô. Sou daquelas pessoas que só dá valor às pessoas quando as perde. Acredito que quando as coisas são verdadeiras, não voltam, simplesmente não vão.
E é tudo.

domingo, 15 de julho de 2012

Uma Gaivota Chamada Amizade

Por ali voava uma linda e branca gaivota, com aquele seu ar tão puro e belo...transpirava amor e paz, e tranquilizava qualquer um à sua passagem, seu nome era Amizade...era a amizade no estado mais puro e são. Um dia, essa tal gaivota decidiu por bem parar à minha porta, quando a olhei estava de um tamanho tão pequenino e entrou pela minha orelha e quando dei conta já estava bem aconchegada no meu coração, gravou um nome, apenas um, o nome que desde aí passou a fazer parte da minha vida, do meu ser...nome tão belo e simples com sete letras perfeitas. O ser que possuia esse nome fez-me a pessoa mais feliz do mundo, e nunca lhe puderei agradecer pelo que fez...aos belos laços que críamos decidimos dar o nome de ''Amizade'', o nome daquele bicho tão lindo, que a ambos fez feliz. Parecia o espelho da gaivota, era pura, única, especial, feliz, saudável...e podemos dizer que era ''transparente por dentro'' pois aquilo era autêntico. Aquela coisa ingénua que nem hoje sei definir a 100%. Mas tal como tudo, teve um fim, bem não digamos que foi o fim, mas uma pausa, pausa esta que ainda dura. A tal gaivota que havia dentro de mim, dentro do meu coração, que a meu ver também devia estar nele, começou a tornar-se negra e má, era bruta e indefinida, era inconstante.
Mas nesse dia deixei tudo, sofri, gritei...mas finalmente consegui tirar aquela gaivota de mim, aquela ''amizade'', aquele monstro que me consomia...saiu-me pelas lágrimas. Guardei-a nas mãos, mesmo no meio delas e cheguei à rua e libertei-a, e lá foi ela, à medida que as suas asas batiam, tão suavemente, a Amizade ia ficando cada vez mais branca e pura, mais dócil e calma. E então digo-te gaivota: Voa livre por aí, pode ser que voltes, pode ser pelo mesmo nome ou não, mas prometo que te tratarei melhor, que te protegerei, entretanto, espero que faças mais alguém feliz, que ensines essas pessoas a serem ''transparentes por dentro''.
E parece ser o fim, ou talvez se aviste um novo começo, aquele pequenino ser, branco que transpirava ingenuidade, que aparentemente era perfeita tornou-se em algo completamente esquisito e mau. Agora o que resta de ti em mim, no meu coração, são algumas penas, leves e simples penas que cobrem aquele nome...aquele nome que tocou e marcou.