domingo, 28 de julho de 2013

Puzzle do amor

Num puzzle não existem duas peças iguais, isso quer dizer que cada peça está destinada a pertencer a um lugar. Claro que existem peças parecidas e por vezes, essas peças são colocadas no lugar errado, mas ninguém nota que ela não pertence ali, que ela não se encaixa ali. Mas não fica só por aqui, porque a peça que de facto devia estar naquele lugar terá de ser colocada noutro sítio. No final, quando o puzzle estiver "pronto" vais perceber que algo não está bem, que a imagem não deveria ficar assim, passas dias, noites, à procura do erro. E então tu vês! Aquelas peças estão trocadas, a principio nem notaste a diferença, mas no final havia um vazio, apesar de ser só de milímetros. E assim que mudas as peças e as pões correctamente, vês a diferença, em como agora está tudo perfeito, tudo em harmonia.
Uau, acabei de escrever um texto sobre o amor.
Cada pessoa tem alguém destinado, e demore o tempo que demorar ela vai encontrar o sítio onde pertence, apesar de todas as peças parecidas que se tenham cruzado no seu caminho.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Alien

Às vezes as coisas ficam complicadas sem razão. Parece que uma espécie de brisa passa por aqui e vira tudo do avesso tirando o sentido às coisas. Apesar de não me ter movido nem um centímetro, sinto-me deslocada, por vezes isto acontece e deixo de me sentir em casa, sinto que não faço parte de nada, que não pertenço a lado nenhum. Sinto-me como um allien na Terra, não conhece ninguém, não pertence a lado nenhum e não sabe o que fazer, e por não pertencer a lado nenhum não sabe como agir e parece que nada do que faz é suficientemente bom.
A solidão vai e vem, vai e vem, vai e vem, e eu aqui fico.

Maria João.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Monstros


Olho em volta e arrepio-me. Parece inacreditável, como as coisas mudaram, como já nada é como antes. Isto é de loucos, por vezes penso que estou a sonhar. Como é suposto uma pessoa reagir quando tudo aquilo que conhecemos desaparece? Quando a realidade nos escapa por entre os dedos? Como é suposto manter-mo-nos firmes quando nos tiram o chão?
Onde estão as pessoas? E quem são estes monstros?
E agora há que embarcar na viagem em busca de uma nova realidade, esquecer tudo o que ficou para trás porque o tempo não volta atrás e arranjar um novo lugar para viver porque todos os outros estão cheios.

Maria João